Você realmente sabe sobre a Hepatite?

Você sabia que o Diagnóstico Precoce é a melhor defesa? Muitas vidas podem ser salvas se os testes forem feitos e as pessoas forem tratadas a tempo. Para isso é necessário saber um pouco sobre a patologia.

A HEPATITE, conhecida como Amarelão, nada mais é do que qualquer inflamação do fígado. Imagine seu fígado doente, sendo que uma das principais funções dele é na digestão, metabolizando e armazenando nutrientes, que só ficam prontos para serem absorvidos e utilizados pelo organismo após passarem por ele. Se ele esta inflamado, logo ele não fará isso corretamente. Acarretando diversas consequências.

Além da digestão o fígado é importante no nosso organismo para:

  • Armazenamento das vitaminas A, B12, D e E, e de alguns minerais, como o ferro e o cobre
  • Destruição das hemácias velhas ou anormais
  • Emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile
  • Armazenamento e liberação de glicose
  • Síntese de proteínas do plasma
  • Síntese do colesterol
  • Produção de gorduras (Lipogênese)
  • Produção de precursores das plaquetas
  • Conversão de amônia em ureia
  • Purificação e destoxificação de várias toxinas
  • Destoxificação de muitas drogas

Uma deficiência do fígado pode coloca em risco a saúde e até a vida, como no caso das hepatites.

As hepatites podem ser causadas por infecções (vírus, bactérias), álcool, medicamentos, drogas, doenças hereditárias, depósitos anormais de ferro, cobre e doenças autoimunes.

Hepatite

Conheça os tipos de Hepatite:

– Hepatite A

Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Após contaminação, dura aproximadamente 1 mês. É uma infecção leve e cura sozinha. Transmissão por via fecal-oral, ou seja, fezes de pacientes contaminam a água de consumo e os alimentos quando há condições sanitárias insatisfatórias. Existe vacina.

– Hepatite B

Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo, por exemplo, compartilhamento de seringas e agulhas no uso de drogas injetáveis ilícitas, o bebe pode adquirir na hora do parto. Existe vacina. Age surdamente no fígado por até 20, 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis.

– Hepatite C

A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em 5 vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartidas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo). Ocorrem casos de transmissão mãe-bebe na hora do parto. Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem, no mundo cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C.

A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

Hepatite D

A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B.

Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. Mesma forma de transmissão da Hepatite B.

A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

Hepatite E

É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. É mais descrita em locais subdesenvolvidos após temporadas de enchentes e inundações.

A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus.

Hepatite F

Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite pode ser desconsiderado.

Hepatite G

O vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões.

O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

Tipos de Hepatite

SINTOMAS

No caso das hepatites infecciosas, há um período sem sintomas, chamado de incubação. A duração dessa fase depende do agente causador. Depois, aparecem sintomas semelhantes, por exemplo, a uma gripe, com febre, dores articulares (nas juntas) e de cabeça, náuseas, vômitos, falta de apetite e de forças. É comum que a melhora dessas queixas gerais dê lugar ao aparecimento dos sintomas típicos da doença, que são a coloração amarelada da pele e mucosas (icterícia), urina escura (cor de Coca-Cola) e fezes claras. Pode-se notar o aumento do tamanho do fígado, com dor quando se palpa a região abaixo das costelas do lado direito. A duração dessa fase varia de 1 até 4 meses.

De forma geral, a hepatite A costuma ter evolução benigna, não deixando sequelas.

A hepatite B torna-se crônica em até 5% dos casos e a hepatite C em mais de 80%.

Dos indivíduos com hepatite B crônica, 25 a 40% evoluem para cirrose e/ou câncer de fígado, enquanto que na hepatite crônica C, isso ocorre em cerca de 20%.

A hepatite D piora a evolução da hepatite B por estar associado a formas fatais.

A hepatite E é geralmente benigna, exceto nas gestantes, nas quais há maior risco de formas graves levando a óbito materno e fetal.

A hepatite alcoólica, assim como as medicamentosas e autoimunes, pode evoluir para cronicidade e cirrose se a exposição ao agente causador persistir.

 

DIAGNÓSTICO

O médico, além da história e do exame clínico, pode testar sua hipótese diagnóstica de hepatite, principalmente, através de exames de sangue. Entre esses, há os chamados marcadores de hepatites virais e autoimunes.

Outros testes mostram a fase e gravidade da doença. Em alguns casos, poderá ser necessária uma biópsia hepática (retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha) para que, ao microscópio, se possa descobrir a causa.

 

TRATAMENTO

Para as hepatites agudas causadas por vírus não há tratamento específico, à exceção dos poucos casos de hepatite C descobertos na fase aguda, na qual o tratamento específico pode prevenir a evolução para a doença crônica.

O repouso total prolongado e a restrição de certos tipos de alimentos, nas hepatites, não ajudam na recuperação do doente e também não diminuem a gravidade da doença.

De forma geral, recomenda-se repouso relativo conforme a capacidade e bem-estar do paciente, bem como alimentação de acordo com a tolerância.

Excepcionalmente, é necessária a administração de líquidos endovenosos.

Bebidas alcoólicas são proibidas até algum tempo após a normalização dos exames de sangue.

Remédios só devem ser usados com específica liberação do médico para evitar o uso daqueles que possam piorar a hepatite.

Na hepatite autoimune, quando diagnosticada pelo médico, o uso de corticóides (assemelhados da cortisona) estão indicados e modificam favoravelmente o curso da doença.

As hepatites por álcool e por drogas são tratadas basicamente com o afastamento das substâncias lesivas. Além disso, com medidas de suporte, como hidratação, nutrição e combate aos sintomas da abstinência ao álcool ou drogas.

Quando a doença é por acúmulo de ferro ou cobre, faz-se uma dieta pobre nesses minerais. Sangrias programadas na hemocromatose e a penicilamina, na doença de Wilson, são os tratamentos principais.

 

PREVENÇÃO

As hepatites A e B podem ser prevenidas pelo uso de vacina.

Para prevenção da hepatite A é importante o uso de água tratada ou fervida, além de seguir recomendações quanto à proibição de banhos em locais com água contaminada e o uso de desinfetantes em piscinas.

A hepatite B também é prevenida da mesma forma que a AIDS, ou seja, usando preservativo nas relações sexuais e não tendo contato com sangue ou secreções de pessoas contaminadas (transfusões de sangue, uso de agulhas e seringas descartáveis não reutilizadas).

A hepatite C é prevenida da mesma forma, porém o risco de contágio sexual não está bem estabelecido.

Trabalhadores da área da saúde (médicos, enfermeiros) devem usar luvas, óculos de proteção e máscara sempre que houver possibilidade de contato (ou respingos) de sangue ou secreções contaminadas com vírus da hepatite B ou C com mucosas ou com lesões de pele.

A hepatite alcoólica ocorre pela ingestão repetitiva de grandes quantidades de bebida, sendo o consumo moderado a melhor forma de evitá-la. As quantidades lesivas são as mencionadas acima, cabendo destacar que para certas pessoas doses bem menores podem deixá-las doentes. Pessoas que “aguentam” maiores quantidades de álcool antes de ficarem bêbadas, estão igualmente arriscadas à doença grave. Indivíduos com outras doenças hepáticas sofrem mais facilmente de hepatite alcoólica.

Não se conhecem até hoje formas de prevenção da hepatite autoimune.

Tampouco sabe-se prever os indivíduos que terão hepatite com uso de certos remédios que não fazem mal para a maioria das pessoas.

 

FONTES:

http://www.abcdasaude.com.br/gastroenterologia/hepatites

http://hepatite.org.br/hepatite/tipos-de-hepatite

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hepatites_abcde.pdf

http://www.tuasaude.com/funcao-do-figado/

Comments are closed.